Fundamento e Raízes do Programa de Integração Organizacional [Cultura de Paz - Lama Gangchen Rinpoche]

Barba branca

Quem somos nós? Somos diferentes enquanto indivíduos. Não existe ninguém idêntico a nós. Somos únicos e ao mesmo tempo somos todos iguais. Sofremos e não desejamos nem o mínimo dos sofrimentos. Queremos a felicidade e a procuramos continuamente. Cada um a procura de forma diferente. Devemos respeitar cada SER como único com direito a felicidade e com livre arbítrio de escolher o próprio caminho. Devemos evitar qualquer tipo de preconceito, racismo ou diferenciação porque somos todos iguais independentemente de raça, sexo, cultura, classe social, educação, etc.

O que é Paz? A não existência de conflitos.

O que é conflito? Confusão, agitação, desordem, motim, subversão, tumulto, choque, colisão interna ou em sociedade. Devemos reconhecer que vivemos em constante conflito, de que o conflito existe, em praticamente todos os aspectos da nossa vida. Conflito é se relacionar com o mundo de maneira adversa, sem aceitação da situação na qual nos encontramos ou de maneira violenta, daí o nome conflito para guerras; é uma guerra que travamos constantemente com a gente mesmo e com tudo e todos que nos rodeia.

Segue outro texto de Lama Gangchen Rinpoche do livro “Cultura de Paz III”, páginas 35 e 37, sobre Educação de Cultura de Paz;

A violência emocional e social cria mais sofrimentos no dia a dia do que os revolveres e as armas. Nossa violência emocional destrói não só nossa energia física e mental, como tambem nossa família, nosso trabalho e meio ambiente. Se uma pessoa mata a outra com uma arma, todos concordam que essa pessoa deve ser presa. Entretanto, em nosso dia a dia nós criamos mais sofrimento do que isto! Pode ser que a gente não mate, mas agimos e pensamos com violência todos os dias. Que tipo de punição merecemos? Na verdade, nosso castigo é automático. Estamos sempre infelizes, descontentes e tudo custa muito caro. Se desejarmos ser felizes, precisamos realizar ações bonitas, suaves, gentis e não violentas. Possuímos muitas emoções negativas que precisamos subjugar para criar a paz interna e externa. Para conseguir transformar nossa violência emocional precisamos ser cuidadosos o tempo todo, cuidando da forma como usamos a energia da mente, do corpo e dos sentidos; da maneira como olhamos, falamos, ouvimos, tocamos, pensamos e nos relacionamos. Necessitamos da consciência e da atenção pacificas e relaxadas, pois se utilizarmos nossa energia de forma errada, com violência, sem paz, cedo ou tarde – como a conta telefônica – nós teremos que pagar!

Todos, ao redor do mundo, estão acumulando suas “contas” pessoais, bem como a “conta” coletiva, portanto, a educação para a não violência é útil a todos, não importa a cultura, a religião ou a crença filosófica. Precisamos tentar reduzir a porcentagem de violência em nossa vida. Se, todos os dias, tentarmos fazer uma coisa positiva e pacifica a mais e uma coisa negativa a menos, nossa paz interna vai crescer gradativamente como a lua crescente. Necessitamos compreender o significado da paz diária. Precisamos saber o que é sentir paz interna. A paz interna é nossa luz interior e nossa melhor companhia, o mais importante conhecimento que podemos adquirir. É preciso mudar nossas atitudes e desenvolver a base da não violência. Um método muito bom para isso é meditar e repetir com sentimento, as palavras da verdade para criar uma nova cultura de paz para o mundo.

“Paz Interna é a Nossa Luz Interna” – Lama Gangchen Rinpoche

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